Dia ... sei lá tão todos iguais...
Ela já não sabia mais. Quem era ou o que queria.
Pouco importava sua missão no mundo, o caos instalado, a chuva lá fora.
Nenhuma confusão era tão grande quanto a que ocorria em seu interior.
Estava aflita e ao mesmo tempo, distraída.
Já não sabia lutar por seus ideais sem interferir no todo.
Sentia frio e calor, mas estava um tanto vazia.
O amor já não trazia paz de espírito nem o sorriso no rosto de outrora.
E ficava chateada pela maneira que o tempo empurrava sua vida pela janela.
Se ao menos tivesse asas... pensava.
Poderia abrir os braços e esperar por um vento tão forte que me levasse para longe e meus problemas e talvez para perto de ti.
Essa dúvida é sobre a distância, que com o poder de vôo ficaria breve e ela almeja ir bem longe.
Aqui e ali, lá e acá.
Nunca gostou da sensação de ter que ficar em um lugar apenas.
Por quê não podia ser universal?
Sofre de dúvidas, de dores, de amores e pormenores.
Ela ama, sempre!
Até sua vida besta!
[os olhos mentem dia e noite a dor da gente]
postado por: CHAFFIC FRIEND 10:16 AM
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