Dia... hoje!
Saudades do que ja nao eh...
Sinto saudades...
Mas uma saudade sem remedio, sem enterro.
Sem fim.
Porque ela vive nas coisas que ja nao sao.
E por nao mais estarem ja nao podem ser findas.
Quando penso em Londrina e na saudade...
Penso na faculdade, penso em andar na rua Sergipe, na Paranagua...
Em sair no fim da aula e parar no barzinho...
E estamos todos la: eu, Bruninho, Sara, Berga, Leo, Audrey, Tatu, Talita, Lu, Hanz...
Os lugares de sempre onde iamos todas as semanas sempre como se fosse a primeira vez.
Sinto saudades de nao querer ir para aula, da comida da casa da vo.
Do apartamento que um dia vivi com a Aline, dos filmes que gostei ou nao.
Sinto saudades da amiga que me magoou... ela parecia tao inocente...
Talvez ela fosse, talvez fosse meu jeito de ve-la... sera que ela tem saudades?
Das festas na casa do Igor, onde se danca e se canta como em lugar algum...
Da grama com neblina dos acampamentos, do carreteiro do Berga, da comilanca da Sara.
Tenho saudades de ter ideias originais... ja que fiz um texto parecido com este.
Saudades da Tata... de tentar resolver os problemas dela tambem...
quando nem conseguia os meus...
de sentar no colo dela e receber cafune...
toda vez que meu coracao era partido...
e como ele era pior que quebra-cabeca mil pecas.
Queria ser crianca mais uma vez, para ver o mundo em outra perspectiva...
Para acreditar que meu pais tinha futuro!
Para que meus pais fossem menos humanos e mais herois.
Falta de sentar no colo deles como uma menina indefesa e nao uma mulher cheia de duvidas.
Saudades de quando podia ser entendida, porque meu mundo era simples.
Do meu cachorro da infancia que brincava comigo.
Das amigas que eram para sempre e ja nem sei mais quem sao.
Vestidos com fitas e saias balones.
Da forma de bauru que sumiu e nunca mais vou comer pao-de-forma que fica uma bolinnha no meio.
Andar no telhado e comer fruta do pe.
Ate de ter bicho-de-pe e chorar quando minha mae tirava com agulha com a ponta queimada no fosforo.
Sao coisas que antes talvez eu nem pensasse que sentiria tanta saudade...
Provavelmente nao!
Mas agora sei..
que vou sentir saudades de quando escrevia textos bobos assim sem importancia.
Ou quando morava nessa casa, exatamente aqui.
Das pessoas que agora conheco e que o futuro pode afastar...
Tudo que a gente passa, que a gente vive, que nos faz feliz e/ou triste...
Passageiro.
Que esvaziam o banco do presente e trazem saudades no preterito-imperfeito do futuro.
[tem horas que a gente se pergunta porque eh que nao se junta tudo numa coisa so?]
postado por: CHAFFIC FRIEND 10:43 PM
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